
Empresas de construção e de reparação naval portuguesas assinaram nesta quarta-feira, acordos com as autoridades venezuelanas, cuja carteira de encomendas poderá atingir cerca de 900 milhões de euros.
![]() Foto: Ricardo Oliveira, GPM |
A cerimónia de acordos decorreu na Faixa de Orinoco, cerca de 500 quilómetros a sul de Caracas, e foi presidida pelo chefe de Estado venezuelano, Hugo Chavez, e pelo primeiro-ministro, José Sócrates.
No projecto considerado mais relevante, um consórcio liderado pela Teixeira Duarte (mas que conta com a participação da Consulmar, Mota Engil e do grupo Lena) está em vias de entrar na ampliação do Porto de La Guaira, que serve de abastecimento a Caracas.
Pela carta de intenções hoje assinada entre o Ministério do Poder Popular para as Infra-Estruturas da Venezuela e o ministro português das Obras Públicas, Mário Lino, a obra está avaliada em 500 milhões de euros.
Ainda nas obras públicas, a Teixeira Duarte vai realizar os estudos para a viabilidade da construção da barragem de Los Bocas. A construção da barragem está avaliada em 200 milhões de euros.
Na reparação naval, além do acordo firmado pela Lisnave na terça-feira para a reparação de barcos venezuelanos, os Estaleiros de Viana do Castelo estão agora em vias de construírem para a petrolífera venezuelana, a PDVSA, quatro navios, no valor de 225 milhões de euros.
Ainda no âmbito dos mesmos acordos, empresas nacionais do sector farmacêutico como a Atral Cipan, a Bial, a Generis, a Tecnimed, os Laboratórios Azevedo, a Farma APS e a Bluepharma deverão fazer exportações de produtos anuais na ordem dos 30 milhões de euros.