
O primeiro-ministro, José Sócrates, visita hoje, no segundo dia de visita à Venezuela, a Faixa de Orinoco, onde a GALP entrará em projectos para compra de petróleo, exploração de gás liquefeito e instalação de parques eólicos.
A visita de José Sócrates à Faixa de Orinoco - a cerca de 500 quilómetros a Sul de Caracas e uma das zonas mais produtivas de petróleo do mundo -- acontecerá um dia depois de a GALP ter assinado cinco conjuntos de acordos com a petrolífera venezuelana, a PDVSA.
Por esses acordos, a GALP poderá importar em 2009 cerca de quatro mil barris de petróleo da Venezuela, envolve-se em três projectos para a produção (e posterior comercialização na Europa) de gás liquefeito e construirá quatro parques de energia eólica com capacidade para 72 MW.
Em paralelo com estes acordos, que foram terça-feira assinados na presença do chefe de Estado venezuelano, Hugo Chávez, a Lisnave poderá reparar por ano quatro navios da Venezuela -- contrato que poderá atingir os 10 milhões de euros.
De regresso a Caracas, que viajou para a Venezuela acompanhado por cerca de 80 empresários nacionais, Sócrates participará num foro de negócios promovido pelo Diário Económico e inaugurará uma unidade hoteleira do grupo Pestana, onde a comitiva do primeiro-ministro já se encontra instalada desde segunda-feira à noite.
No segundo dia de visita oficial à Venezuela, o primeiro-ministro inaugura também uma exposição de tapeçarias portuguesas no Parque Del Este e, no mesmo local, estará depois presente numa recepção à comunidade portuguesa da Venezuela, estimada em cerca de 600 mil pessoas.
De noite, ainda no Parque Del Este, José Sócrates assiste a um concerto da fadista Mariza.